Telemedicina em centros urbanos: acesso e continuidade do cuidado
Avaliação de programa piloto em três capitais brasileiras, 2024–2026.
Resumo: avaliamos um programa piloto de telemedicina em três capitais (Recife, Curitiba, Porto Alegre), entre 2024 e 2026, com foco em acesso e continuidade do cuidado.
Desenho: coorte de 4.200 pacientes com hipertensão ou diabetes, comparada a grupo-controle pareado por idade, sexo e unidade de referência.
Resultado de acesso: o grupo telemedicina registrou 31% mais consultas de acompanhamento no período, com redução de 18% em faltas.
Resultado clínico: adesão medicamentosa (medida por retirada na farmácia) subiu 12 pontos percentuais no grupo tratamento.
Continuidade: 76% dos pacientes do grupo tratamento mantiveram o mesmo médico de referência durante o período, contra 54% no controle.
Limitações: o piloto não cobriu zonas rurais, onde conectividade é variável crítica. A generalização para esses contextos não é direta.
Custo: o custo marginal por consulta caiu 41%, mas o investimento inicial em plataforma e treinamento foi alto.
Conclusão: em contextos urbanos com infraestrutura adequada, a telemedicina melhora acesso e continuidade. Os ganhos são maiores onde a continuidade prévia era frágil.